Pessoal

O melhor show da minha vida – Paul McCartney

O Kadu sugeriu semana passada que eu escrevesse minhas expectativas para o que seria “o melhor show da minha vida” (aka show do Paul McCartney). Até comecei a escrever, mas resolvi assistir ao show primeiro e depois compartilhar minhas impressões.

"Senta que lá vem a história..."

Não é segredo que os Beatles são a minha banda favorita. Quando eu tinha uns 10 anos, comecei a frequentar as aulas de música do CCAA, que eram de sexta-feira. O professor era o Du, fanático por Beatles e apreciador de classic rock: foi ele quem nos apresentou melhor não só os Beatles (só conhecia algumas músicas antes) como também Eagles, Eric Clapton, Creedence, Kansas, Queen e tantos outros. Em uma época em que eu ouvia praticamente só música clássica e um pouco de MPB, essa experiência ampliou e ajudou a formar meu gosto musical.
Durante muito tempo ouvi Beatles sem me preocupar em saber as letras ou ouvir músicas que eu não conhecia, mas nos últimos anos isso foi mudando. Uma vez o Matheus, um dos meus melhores amigos e beatlemaníaco (fui percebendo também que ele foi ficando mais fã ao longo do tempo), gravou pra mim uma compilação de vários clássicos dos Fab Four.

O resultado não poderia ter sido outro: Oh! Darling, Beatles fan eight days a week,’cause they’re in my ears and in my eyes. AlthoughI’ve been working like a dog, when the band begins to play all my troubles seems so far away and I’ve got to admit i’ts getting better. I’ve got a feeling, a feeling I can’t hide… and I’ll say the only words I know that you’ll understand: I’m in love and know theydon’t let me down! That’s why they have all my loving and even when I’m sixty-four, in my life I’ve loved them all.***

Quando soube que o Paul iria fazer shows da turnê Up And Coming Tour no Brasil, imediatamente quis ir, mas achei que seria difícil eu conseguir garantir um ingresso… O universo conspirou (muito) a favor e minha tia conseguiu comprar meu ingresso e dos meus primos (incluindo um de 12 e outro de 8 anos – bom gosto musical desde cedo! :)) para o dia 22! Nem preciso dizer que a expectativa era altíssima né?! Ainda mais depois que comprei o (maravilhoso) CD duplo + DVD “Good evening New York City”, gravado no show em NY ano passado, com setlist parecido ao que ele costuma apresentar atualmente. (ele sempre muda um pouco as setlists) Fiquei viciada!

Na segunda acordei cedo, conferi o setlist do show do dia anterior (como quem confere previsão do tempo, cotação do dólar ou horóscopo… uma coisa corriqueira! ahaha), fui pra São Paulo, passei no Pátio Paulista (até que enfim comi “O melhor bolo de chocolate do mundo”, mas a experiência fica pra outro relato) e fomos a tarde pro Morumbi: além do trânsito infernal, a previsão era de chuva. Depois de mais de uma hora e pouco no carro (embalados pelo “Good evening New York”, que foi meu presente de aniversário pro Bruno), chegamos! Várias pessoas descendo dos ônibus, outras tantas tentando estacionar e descendo dos táxis… mas foi ultra tranquilo e sem filas, pois cada setor tinha um portão de entrada específico.
Como nós chegamos algumas horas antes, deu pra escolher os lugares com calma (a visão do palco era ótima!) e sentar (o setor era Cadeira Laranja Premium). Como warm up, fiquei ouvindo Beatles e Paul no iPod até começar o show de fato, por volta das 21:45 hs.
Foi impressionante: umas 21 e pouco ainda tinha vários buracos na Pista e na Cadeira Laranja e até cheguei a duvidar que fosse lotar, mas logo que começou o show olhei e… voilà: estavam todas cheias!!! Sir Paul começou o show tocando Magical Mystery Tour (eu tava preparada pra “Venus and Mars”, mas adorei a troca!) embaixo de chuva e com muita simpatia falava ao público: “Tudo bem? Tudo bem in the rain?”, “Chove chuva…” Fofo!
Eu me contive para ficar sentada na maior parte das músicas e não atrapalhar a visão das outras pessoas, mas logo que começou “All my loving” não resisti… ahaha Mesmo eu não conhecendo tão bem assim a carreira solo do Macca, todas as músicas, sem exceção, foram lindas e empolgantes. Destaque também para a sua banda, os Wings, super simpáticos e mega talentosos.
Já sabia pelos DVDs que ele era carismático, que mesmo aos 68 anos tinha o maior pique e tudo o mais, porém ao vivo a sensação é indescritível… Você se impressiona com a voz (perfeita!), com seu carisma e simpatia, com os vários instrumentos que ele toca maravilhosamente bem (piano, guitarra, violão, bandolim, ukelele), com o fato de o show ter praticamente 3 horas de duração e ele não parar nem pra tomar água /trocar de roupa/enxugar o rosto (!), sempre animado e não dando nenhum sinal de cansaço!
O show foi um verdadeiro espetáculo: bem organizado, ótima qualidade de som e de imagem nos telões, super produção (especialmente quando tocou Live and let die, com direito a explosões no palco e fogos de artifício, demais!!!), emocionante, romântico, vibrante… uma energia fantástica! Foi lindo ouvir 64 mil pessoas cantando em uníssono Hey Jude, Yesterday, Let it be… Pra mim, além de todas as músicas citadas, “Something” é especial por ser uma das mais lindas músicas de amor ever (Pattie Boyd foi musa de Harrison e, posteriormente, de Clapton, que “só” escreveu “Layla” e “Wonderful tonight” para ela. ) e ter sido composta pelo George Harrison (o Beatle preferido do Matheus), que foi homenageado no telão com várias fotos…. emocionante! Teve homenagem ao John Lennon em Here today, mas o que me lembrou mesmo foi o cover de Give peace a chance. Blackbird foi tão lindo e suave… além de Back in the USSR, Jet, A day in the life, Mrs. Vanderbilt, Paperback writer, A long and winding road, Lady Madonna, Day tripper, I’ve got a feeling, Eleanor Rigby, My love, Get back e tantas outras músicas sensacionais.
Ganhei a noite quando tocou Ob-La-Di Ob-La-Da (COMO pôde ser sido eleita uma das piores músicas da história?!), que eu adoro e queria MUITO que ele tocasse (e ele pediu por favor para o público cantar junto! Nem precisava…! ;)) Helter Skelter foi simplesmente demaaais e o grand finale, claro, foi com Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band e The End… perfeito! (deixando gostinho de quero MUITO mais)


Acho que fui muito repetitiva nos adjetivos (“maravilhoso”, “sensacional”, “emocionante”, “perfeito”, “demais”, “lindo” etc), mas a verdade é que não há palavras suficientemente boas para descrever o indescritível. Foi maravilhoso (olha eu me repetindo de novo…) assistir o show ao lado de pessoas que eu amo de uma lenda da música, cuja carreira de sucesso (nada menos do que o merecido!) se deve ao seu talento, dedicação e, sobretudo, Amor ( “All you need is love” faz todo sentido).
Foi o melhor show da minha vida e, desconfio, “o” show da minha vida. Sir James Paul McCartney, não bastasse ser um showman de primeira, fez com que todos os shows que fui e provavelmente todos os próximos a que irei serem incomparáveis ao que assisti dia 22 de novembro de 2010 no Morumbi.

*** Músicas citadas, em ordem: Oh! Darling; Eight days a week; Penny Lane; A hard’s day night; Yellow Submarine; Yesterday; Getting better; I’ve got a feeling; Michelle; I’m in love; Don’t let me down; All my loving; When I’m sixty-four e In my life.

PS: AQUI tem o setlist completo e comentado do show. (e eu também guardei meu ingresso para a posteridade, claro!)

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5 comentários em “O melhor show da minha vida – Paul McCartney

  1. Sensacional, esse é um daqueles shows que vai ficar na minha memória, na sessão: putz… devia ter ido
    Obviamente que $não é tão simples assim$ mais mesmo assim, deveria ter dado um jeito.
    Não conheço nada por assim dizer da carreira solo dele, mais Beatles é foda 😀 e hj em dia, ele é Beatles

    Agora a pergunta que não quer calar, cade a foto do seu ingresso aqui no site pra poder-mos ver em em em?

    1. Eu sei que os shows no Brasil são caros, mas o do Paul vale cada centavo… é uma experiência incomparável!
      Depois eu escaneio meu ingresso e coloco aqui no blog! 🙂

    1. Foi maravilhoso né, Valéria? Obrigada pelo elogio! Tentei transformar os sentimentos daquela noite em palavras, mas já sabia de antemão que seria uma tarefa praticamente impossível… mas fiz o que pude. 🙂
      Eu também fiquei assim, com DPP (Depressão Pós-Paul ahaha)… mas espero ainda rever algum show dele!

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